sábado, 15 de novembro de 2008

Convivendo com as diferenças!


Eu não sei o que me levou a escrever esse post, talvez seja a falta do que fazer ( e olha que eu tenho muuuuuuuuuuito o que fazer) ou talvez seja a profunda necessidade de destacar aqui o quanto certas coisas me incomodam. Sempre, em toda a minha vida de estudante eu fiz parte de grupinhos (acho que com todo mundo é assim). Já fui do bando dos CDF's, já fui do bando das idiotas, já fui do bando das patricinhas, já fui do bando dos santinhos e dos diabinhos também. Hoje, na faculdade, eu faço parte do bando dos "pseudo" intelectuais populares. O nome se explica: Nós somos 5 pessoas que se sobressaem em tudo o que fazem, tiramos boas notas, somos os queridinhos dos professores (uns mais do que outros, é verdade hehehe) e podemos conversar sobre qualquer assunto com qualquer pessoa, mas nós temos nossos momentos de bobagens e de falar muita merda e de fazer coisas totalmente nonsenses, saca? O que nos diferencia dos outros é que nós temos timing. Mas se vocês nos vissem... ahuahauha geralmente grupinhos assim tem integrantes um tanto quanto parecidos. Nós não. Cada um tem um ponto de vista diferente e a gente procura respeitar isso. A Ivana é um ser extremamente inteligente e perspicaz, tem um gosto refinado pra filmes e livros e uma visão diferente das pessoas e do mundo. Adoro conversar com ela e não é só por que ela me explica aqueles enigmas "quase" indecifráveis dos filmes do David Lynch (que ela ama!). A Layanne é do tipo calada, observadora, tem aquele olhar frio de vilã de cinema da década de 30, sabe? Um charme! Ela é o tipo de pessoa que fala pouco e diz tudo. Um tiro certeiro na hora certa e no local certo pra deixar o cidadão sem resposta forever and ever. A Bruna é como ela mesmo se define " a garota do piercing", é o tipo de pessoa que você olha a primeira vista e acha que ela vai te morder. Você pode conversar sobre qualquer coisa com a Bruna e é incrível a capacidade que ela tem de te ouvir e te entender. E ela é engraçada pra porra e ela ri do nada, sabe? Não tem aquela história do lobo em pele de cordeiro? Pois é, a Bruna é o cordeiro em pele de lobo. Mas é bom não cutucar muito não. Tem o Antoni, meu lindinho mais fofo do planeta Terra, sou suspeita pra falar dele mas tentando ser imparcial... o Antoni vê o mundo de uma forma mais poética e realista, se é que isso é possível, ele é o primeiro cara que eu conheço que vê poesia em Moulin Rouge, romantismo em Duro de Matar e um apelo à consciência ambiental em Happy Feet. Ele tem um olhar cínico igual o do Garfield, um humor sarcástico (que eu adoro) e uma inteligência absurda. E eu adoro quando ele fica com aquele ar blasé/psicótico/malvado que eu sei que é pura capa por que no fundo ele tem um bom coração. E tipo... tem eu! ahuahuah nem adianta por que eu nunca vou conseguir me definir. Eu sou a fresca do grupo. Fresca, porém simpática.


O grande lance de tudo isso é que a gente é tão diferente e mesmo assim a gente se gosta. Ninguém é santo, ninguém é perfeito, ninguém dita uma regra que todos devem seguir. A gente discorda de muita coisa mas faz o possível pra tentar respeitar o que o outro pensa. Eu realmente acho que dizer que o que VOCÊ NÃO GOSTA (ou na maioria das vezes não conhece), NÃO PRESTA, é o maior exercício de intolerância e demonstração de mente tacanha que um ser humando inteligente (?) pode fazer, mas eu tento respeitar quando a Ivana diz que Harry Potter é uma merda, sem nunca ter lido um livro sequer ou quando o Antoni diz que cinema brasileiro não presta, quando tem um monte de bombas hollywoodianas por aí. E eu também tenho minhas falhas, por favor, néam. Eu nunca assisti nenhum capítulo dos Mutantes da Record e vivo dizendo que a novela é uó. Eu julguei toda uma série de TV (Twin Peaks) pelo livro e o filme de merda que eu tinha visto quando na verdade Twin Peaks é bem mais do que o "Diário Secreto de Laura Palmer".


As pessoas têm que se levar menos a sério. As pessoas têm que se permitir conhecer o outro, o diferente... as pessoas têm que tentar enxergar o lado bom das coisas e das pessoas. Pensa que eu podia estar perdendo uma amizade do caralho se eu esnobasse a Bruna só por que ela tem piercing no nariz? E ela podia nunca ter se acabado de rir com as minhas palhaçadas se ela me discriminasse só por que eu  uso salto alto e maquiagem?


Eu simplesmente odeio quem fica rotulando os outros. Usou rosa é patty, tem franjinha é emo, tem piercing é gótico, tem tatuagem é maconheiro... e por aí vai. Já imaginou como seria chato se todo mundo fosse igual? Eu ia odiar ver um monte de Marcelas zanzando por aí.


EDITING...


"Como o blog ainda tá com umas frescurinhas, tentem atulizar caso vcs não estiverem conseguindo visualizar direito."


Written by Marcela

17 comentários:

  1. o alyout ficou lindo :] ah, sim, rótulos são chatos, mas eu, pessoalmente, gosto mais de pessoas bem estranhas. :]

    ResponderExcluir
  2. "As pessoas têm que se levar menos a sério" Concordo totalmente! Tem que levar a vida menos a sério também! No meu grupo de amigos, também somos beem diferentes. Gostos musicais, opiniões, futuras profissões... e isso é que é legal. Imagina se a gente conversasse sobre a mesma coisa sempre?
    beeijos.

    ResponderExcluir
  3. Aloha!

    O grande lance é esse: eu não me encaixo em porra nenhuma da humanidade!
    Não pertenço a nenhuma tribo e tento ser feliz com isso, apesar das pressões, rótulos e cia.

    E eu digo mais: aquela mulher precisa de varinha!
    kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Aloha!
    beijosmeliga!

    ResponderExcluir
  4. Bem que podia ter tido “pseudo” intelectuais populares na minha época de colégio,ainda me chamavam de nerd mesmo =P
    beijos!

    ResponderExcluir
  5. Eu acho que tribo é coisa de índio...

    A-do-rei o post <3

    ResponderExcluir
  6. Ah, nem me fale!!!! Sempre fui rotulada e nunca liguei para isso. Agora, também nunca assisti aquela novelinha da Record, uma vez que passava de canal, vi uma cena e achei um lixo, huahuahauhauahaua

    Beijos

    ResponderExcluir
  7. Ahhhhh estou de volta..... nem vou comentar nada do teu texto, quando estou em uma fase em que não consigo mais levar as pessoas a sério e nem acredito mais nelas, pleases não me condena é só uma fase (espero).
    bjsssss saudadesss

    ResponderExcluir
  8. CARAMBA, LENDO ESSE POST LEMBRE DA MÚSICA CANSEI DE SER SEXY, VC JÁ VIU?!

    SUPER BEIJO AMORE

    ResponderExcluir
  9. Pois é assim que seres humanos inteligentes se relacionam: usam de suas diferenças para agregar, somar e não para dividir, criar disavenças.
    Claro que com respeito, mas é bom ter gente que pensa diferente perto da gente para podermos enxergar a situação com outros olhos.
    Bjitos!

    ResponderExcluir
  10. Também não gosto muito de rótulos não, embora seja praticamente impossível não rotular as pessoas.
    A primeira vista, segundo as pessoas, eu sou totalmente narcisista e convencido, depois eu passo a ser o cara legal e boa praça, e termino por ser o bom partido difícil de suportar (já que realmente sou egoísta e coisa e tal)...

    =P

    ResponderExcluir
  11. well, realmente eu não curto que me rotulem ...principalmente que não me conhece. Só faltou o Victor e a Debby nesa lista. Ah, o post tá mt mt mt mt bom...quando tu publicar isso no O Liberal ou no O Diário do Pará me avisa :D

    ResponderExcluir
  12. Pois é, de novo o tema vem à tona: não julgar as pessoas, para não sermos julgados! É tão bom conviver e respeitar a opinião das outras pessoas... Tudo é conhecimento. Olhar as diversas situações pelos olhos de outra pessoa é sempre interessante, sempre vemos um lado que não tínhamos sequer notado!
    Tenha uma ótima semana, beijinhos.

    ResponderExcluir
  13. oi vi o teu site e achei muito original :)
    então decidi deixar um comentário e um beijo de boa semana :D

    ResponderExcluir
  14. Acho mágico pessoas que conseguem conviver em grupo/sociedade e aceitar as diferenças do próximo. Infelizmente ainda não cheguei lá.
    Beijo!

    ResponderExcluir
  15. Falou e disse, amiga! Nada melhor do que conviver com as diferenças. Adoro! Não gosto nem de pensar se o mundo fosse povoado por Carolinas... imagina só, não ia sobrar ninguém vivo e tudo ia pegar fogo! hiaueouheiou

    E oh, adorei o layout em clima de Natal, lindão :D
    Beijão

    ResponderExcluir
  16. Infelizmente todos nos somos rotuladoss!! Eu sou rotulada como:bonequinha meiguinha e educadinha..sendo ke sou um pouco priadinha, nao tao bonequinha mas meiguinha,..

    o povo tem que lembrar que o que seria se todos no mundo fossem iguais?

    ResponderExcluir
  17. Eu nunca gostei de rótulos, muito menos dessa mania terrível de querer encaixar as pessoas em grupos, como se fossem iguais.
    Somos individualidades. Sermos encarados como seres individuais, SEM grupos, SEM rótulos, é uma questão de respeito.

    Muitíssimo bom o seu post!!!

    Beijocas

    ResponderExcluir